Um pedaço do Brasil…. Setembro 3, 2007
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Pela violência me vejo obrigado a reproduzir. A coluna está no blog do Josias de Souza.
“Estamos no município de Juína, nos fundões de Mato Grosso. Num dia, 20 de agosto de 2007, em que há ali uma novidade: a presença de nove forasteiros. São ativistas do Greenpeace e ambientalistas da Opan (Operação Amazônia Nativa), além de dois jornalistas franceses.
Vieram atraídos pelo zunzunzum surgido de um conflito entre produtores rurais e índios. Coisa típica: os fazendeiros expandem as fronteiras dos seus negócios. E os nativos, no caso os da tribo dos Enawene Nawe, reivindicam a demarcação de terras que julgam ser de sua propriedade. Ativistas, ambientalistas e jornalistas abalaram-se até o confundó a convite dos índios. Foram registrar a encrenca.
O grupo chegara a Juína na véspera, a bordo de um bimotor. Hospedara-se num hotel da cidade. Os fazendeiros não tardaram a dar as caras. Gente forte e volumosa. Perguntaram-lhes que diabos estavam fazendo ali. Informados sobre os objetivos da expedição, mobilizaram os poderes Legislativo e Executivo.
Os “intrusos” foram, digamos, conduzidos à Câmara Municipal. O presidente da Casa, vereador Francisco Pedroso (DEM), convocou uma sessão extraordinária. Chamou o prefeito de Juína, Hilton Campos (PR, ex-PL). Presentes, também, cerca de cinco dezenas de fazendeiros, muitos curiosos e poucos policiais.
Seguiu-se um bololô que durou seis horas. Sem meias palavras, os visitantes foram informados, sob aplausos da platéia, de algo que já suspeitavam: não eram bem-vindos. Mais: não poderiam se embrenhar na mata, atrás dos índios. Pior: seria muito recomendável que deixassem a cidade.
Ficou entendido que, em Juína, esse naco escondido do Brasil, a Constituição brasileira não vale. Ali, os poderes político e econômico prevalecem sobre o direito de ir e vir e a liberdade de imprensa. Clarificadas as coisas, os forasteiros foram devolvidos ao hotel. Vigiaram-nos durante toda a noite. De manhã, sob escolta de viaturas policiais e de caminhonetes apinhadas de fazendeiras, viram-se forçados a tomar chá de sumiço. Antes de se escafeder, só tiveram tempo de avisar aos índios que os aguardavam acerca do cancelamento da missão.
Já em Cuiabá, a salvo do cerco e das ameaças, os banidos de Juína comunicaram o ocorrido ao governador Blairo Maggi e ao procurador da República Mário Lúcio Avelar. Que concluir dessa história? Melhor não concluir, por ora, coisa nenhuma. Aguarde-se pelas providências do governador e do procurador. É justo que se lhes dê alguns dias, para que demonstrem que Juína também está submetida às leis do Brasil.
Enquanto você aguarda por um desfecho do caso, não deixe de assistir, de preferência sentando, ao vídeo lá do alto. Tem 12 minutos e 11 segundos. Mostra as cenas desse país do vale-tudo, onde os direitos individuais foram revogados.”
Um Dia Sem Carro: faça essa idéia circular! Setembro 3, 2007
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Esta é uma campanha que a cidade de Florianópolis também poderia entrar… A Campanha mundial, iniciada na França em 1997, é realizado em São Paulo desde 2005, sob a coordenação da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Apesar de ser realizada em São Paulo os objetivos (Por um transporte público melhor, por menos poluição, por menos engarrafamentos, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, por cidadania e segurança no transito) também serviriam muito bem para Floripa.
deixe seu carro em casa.
aí vai o link com mais detalhes
http://www.nossasaopaulo.org.br/verconteudo.asp?idSecao=17
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O dia 22 de setembro conquistou um lugar de destaque no calendário dos paulistanos. A data marca a chegada da Primavera, o Dia do Rio Tietê, o Dia Internacional da Paz (comemorado em 21/9) e uma iniciativa que já virou tradição na cidade: o Dia Mundial Sem Carro. Implantado pela primeira vez na França, em 1997, é realizado em São Paulo desde 2005, sob a coordenação da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Neste ano, ganha o apoio das 250 entidades que integram o Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade para transformar o dia 22 de setembro, um sábado, em um marco na busca por uma cidade mais justa, mais humana, mais saudável, mais democrática. E sustentável. O objetivo é ampliar o debate e a participação da população sobre novas perspectivas para São Paulo, lembrando que somos todos pedestres e cidadãos com direito à mobilidade. A estratégia faz parte de um dos quatro eixos temáticos do Movimento, que é a Educação Cidadã. |